Uma hora de Mozart por dia...  

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"Ouvir música cria conexões entre células do cérebro e afeta a capacidade cognitiva.

Verdade: Está provado que ouvir música estimula áreas do córtex cerebral. Pesquisas como o efeito Mozart mostraram que essa estimulação neural cria uma complexa rede de associações similar à dos processos de aprendizagem e raciocínio".
Fonte: Revista Época - 24/08/98


"Recentemente, pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, descobriram que até os animais mudam seu comportamento quando estimulados por música.
Os cientistas embalaram ratinhos de laboratório ao som da Sonata para Piano K. 448, de Mozart, e os submeteram a experiências em um labirinto.
Os camundongos fizeram o caminho em menor tempo do que dois outros grupos que ouviram o som minimalista de Philip Glass ou que dormiram em silêncio.
A experiência comprovou em animais o chamado efeito Mozart - o aumento da capacidade de raciocínio e da noção espacial após ouvir a música do compositor do século XVIII -, descoberto pelos mesmos pesquisadores anos atrás.
"A música de Mozart é tão sinfônica que suas melodias são agradáveis ao ouvido de todos", explica Maristela.

Fonte: Revista Época - 24/08/98

Agora, em março deste ano, saiu na FolhaOnline mais uma reportagem sobre a ligação de Mozart com o bem estar que sua música provoca, e os possíveis efeitos sobre a inteligência e saúde. De novo foi citada a Sonata para Piano K.448.

Maluco Beleza  

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Encontrei, por acaso, esse maluco no youtube...


Quintessential piece by JS Bach for 4 voices:

 

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"Não podemos ignorar a espécie humana, sabendo que Mozart foi um homem."

Albert Einstein

Salieri e o Padre (AmadeuS)  

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Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras.
E esta cena de “Amadeus” traduz a popularidade da música de Mozart.


Resumo da cena:

Salieri pergunta ao padre quanto ele conhece sobre música.
O padre diz que estudou um pouco quando era mais jovem, ali mesmo, em Viena.
Salieri então diz que ele deve conhecer alguma de suas obras, e começa a tocá-las no cravo.
Mas o padre não reconhece nenhuma...


Então, quando Salieri toca Eine Kleine Nachtmusik(por volta dos 1’50”), o padre a reconhece de imediato.

Padre: pa papa papapapá... Essa eu conheço! É encantadora! Desculpe-me, não sabia que era sua.

E Salieri: E não é... Ela é de Mozart... Wolfgang... Amadeus... Mozart...



Aos ouvidos mais atentos:
A ária de Salieri que aparece nesta cena, chama-se "Son Queste Le Speranze", da ópera Axur re d'Ormus. Você pode ouvi-la aqui.

Eine Kleine Nachtmusik  

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Fragmento original de Eine Kleine Nachtmusik.
Acima, à direita, se lê: Mozart.

O que é...?  

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O que é... Música Erudita?


Erudito vem de instruído, estudado. É uma música estudada na forma e estilo.
A Música Erudita também pode ser chamada de Música Clássica.

Os mais tradicionalistas dizem que música clássica faria referência apenas à música do período clássico (entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX).

Por curiosidade, é bom saber esse pormenor, mas hoje em dia se usam os dois termos - erudita ou clássica, com o mesmo significado.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791)  

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Afinal, quem foi Mozart?

Mozart nasceu no dia 27 de janeiro de 1756, em Salzburgo, na Áustria. (Salzburgo = cidade de sal).
Foi batizado com o nome de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, mais tarde, Wolfgang Amadeus Mozart. O amado de Deus, pela tradução de Amadeus; e o amado de Deus, segundo os estudiosos e admiradores, pela qualidade de suas músicas, que teriam sido ditadas a ele por Deus, para que a música celestial fosse ouvida na terra...

Aos 3 anos de idade Mozart já demonstrava publicamente o interesse pela música, e aos 4 já rabiscava suas primeiras composições. Aprendeu a tocar vários instrumentos sozinho, tendo dominado completamente todos os que se aventurou a aprender.

Algumas passagens:

(...) O pequeno Wolfgang queria tocar violino com um trio formado por seu pai (Leopold), o violinista Wentzl e Schachtner; e Leopold, logicamente, disse que não:

“Wofgang começou a chorar amargamente, e foi se retirando com pequenos passos, com seu pequeno violino na mão. Comovido pela dor do menino, roguei então, que o deixassem tocar comigo; então seu pai disse: “bem, está certo. Toque com o Sr. Schachtner, mas tão baixinho que eu não ouça; do contrário, terá que ir embora imediatamente”. Assim se fez, e Wofgang tocou comigo. Muito rapidamente percebi, com estupor, que eu estava sobrando. Suavemente, deixei meu violino e olhei para o pai dele, que chorava de admiração”. (...)

Suas proezas eram tão admiráveis, que seus próprios contemporâneos duvidavam de muitas coisas que ouviam sobre ele. E não demorou muito para ser reconhecido como um menino prodígio.

"...Somos tomados do mais profundo pasmo quando vemos um menino de seis anos sentar-se ao cravo e o ouvimos não apenas tocar os mesmos concertos, trios e sonatas de maneira adulta, sem nenhum traço de infantilidade, mas também o ouvimos improvisar de sua própria cabeça, durante horas a fio, ou ler à primeira vista, e executar, o acompanhamento de sinfonias, árias e recitativos, em concertos...
Mais ainda, quando ele foi colocado em um outro aposento, e notas isoladas eram tocadas, não apenas ao teclado, mas em qualquer outro instrumento, e ele no mesmo instante dar o nome da nota. Na verdade, quando ouve um sino tocar ou um relógio bater, ou mesmo soar um relógio de bolso, é capaz de identificar a tonalidade de imediato. Dadas umas poucas notas de uma melodia, ele conseguia reproduzí-la e em seguida encaixar diretamente o baixo, o que sempre faz de forma belíssima, excelente e precisa, de tal forma que ficamos boquiabertos..."

Jornal de Augsburgo de 1763

Boa resposta...  

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Haydn, amigo de Mozart, também músico e considerado o pai da sinfonia clássica, foi posto certa vez em uma situação embaraçosa, da qual, porém, saiu-se extremamente bem:

-- O senhor não fala muitas línguas não é Sr. Haydn?
-- Não..., mas a que eu falo, o mundo todo entende.

Fidelio - Abertura (vídeo)  

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Abertura de Fidelio, nas mãos de Harnoncourt.

Particularmente, gosto quando aos 2'31'' o sopro entra quebrando o clima de tensão; e o grande final a partir dos 6'20''.


Abertura (continuação)  

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Quando Mozart estreiou "A Flauta Mágica" foi tomado de um total desespero.
Tinha medo que sua ópera fosse rejeitada, e queria ir embora ainda no final do I ato. Questões passadas estavam envolvidas.

A estréia se deu num teatro de bairro (Theater auf der Wieden, Viena) a 30 de setembro de 1791.
O mesmo ano da morte de Mozart, nos seus poucos 35 anos...
Embora tivesse todo esse receio, a ópera foi um sucesso, e provou que mesmo o povo mais simples, sabia perceber o que era uma boa música.
Mozart regeu a ópera estando ao cravo, de onde tocava e regia ao mesmo tempo.

A Flauta Mágica é hoje, considerada por muitos, a maior obra de arte da civilização ocidental.

O final dessa primeira apresentação termina com um Mozart cheio de lágrimas, escondido, pois não queria sair para receber os cumprimentos; foram Süssmayr e Schikaneder que o pegaram, um em cada braço, e levaram-no para o palco.