Concerto para Piano em Sol Maior, II movimento - Adagio Assai.
Em 2006, o mundo comemorou os 250 anos do nascimento do gênio austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791).
Em virtude desta importante data, foram organizadas apresentações de todas as óperas do compositor, nesse mesmo ano, e apresentadas no Festival de Salzburgo, cidade natal de Mozart.
Destas apresentações, nasceu a coleção M|22, com todas as 22 óperas do mestre, tanto as inacabadas, quanto as mais famosas e aclamadas.
A coleção conta com 33 DVDs, proporcionando mais de 51 horas da mais pura e bela música que nós mortais poderíamos ouvir, sem falar na excelente qualidade de som e imagem.
Acompanha também bastidores, trailers e entrevistas com cantores e maestros.
Aquisição quase obrigatória para todos os mozartianos.
Para conhecer o site da M|22, clique aqui.
E quem disse que o Brasil também não produziu música erudita?
Um dos maiores exemplos é o padre José Maurício Nunes Garcia (1767 - 1830), carioca, que compôs sua primeira obra aos 16 anos.
Foi ordenado padre em 1792, e foi mestre da Capela Real por ordem do Príncipe-Regente D. João VI ainda em 1808.
Interessante deste vídeo do youtube, é que tem um comentário dizendo: "melhor que muitos compositores europeus".
Se é eu não sei, mas que a música é agradável, ah isso é!
Ruhe sanft é uma ária da ópera Zaide, de Mozart. Ópera esta, inacabada, e na qual Mozart trabalhou no ano de 1780. Resolveu abandoná-la para se embrenhar em outro projeto: Idomeneo.
O manuscrito de Zaide foi perdido na época de Mozart, e encontrado então só em 1799, oito anos após sua morte, por sua esposa Constanze. Os fragmentos foram publicados pela primeira vez em 1838 e sua estréia foi realizada em Frankfurt em 27 de Janeiro de 1866.
Ária belíssima.
Interpretação com Lucia Popp:
Ruhe sanft, mein holdes Leben,
schlafe, bis dein Glück erwacht;
da, mein Bild will ich dir geben,
schau, wie freundlich es dir lacht:
Ihr süßen Träume, wiegt ihn ein,
und lasset seinem Wunsch am Ende
die wollustreichen Gegenstände
zu reifer Wirklichkeit gedeihn.
Repousa suavemente, meu doce amor,
dorme até que se desperte tua boa sorte.
Toma, te deixo meu retrato,
aprecia com quanta complacência te sorri.
Doces sonhos, acordem seu descanso
E aquilo que imagina,
Em seus sonhos de amor,
se converta finalmente em realidade!
Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras.
E esta cena de “Amadeus” traduz a popularidade da música de Mozart.
Resumo da cena:
Salieri pergunta ao padre quanto ele conhece sobre música.
O padre diz que estudou um pouco quando era mais jovem, ali mesmo, em Viena.
Salieri então diz que ele deve conhecer alguma de suas obras, e começa a tocá-las no cravo.
Mas o padre não reconhece nenhuma...
Então, quando Salieri toca Eine Kleine Nachtmusik(por volta dos 1’50”), o padre a reconhece de imediato.
Padre: pa papa papapapá... Essa eu conheço! É encantadora! Desculpe-me, não sabia que era sua.
E Salieri: E não é... Ela é de Mozart... Wolfgang... Amadeus... Mozart...
Aos ouvidos mais atentos:
A ária de Salieri que aparece nesta cena, chama-se "Son Queste Le Speranze", da ópera Axur re d'Ormus. Você pode ouvi-la aqui.
Abertura de Fidelio, nas mãos de Harnoncourt.
Tinha medo que sua ópera fosse rejeitada, e queria ir embora ainda no final do I ato. Questões passadas estavam envolvidas.
O mesmo ano da morte de Mozart, nos seus poucos 35 anos...
Embora tivesse todo esse receio, a ópera foi um sucesso, e provou que mesmo o povo mais simples, sabia perceber o que era uma boa música.
Mozart regeu a ópera estando ao cravo, de onde tocava e regia ao mesmo tempo.
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